Escola Secundária de Rio Tinto

 CURSOS EFA/NS

 

Área de Competência: Cultura, Língua e Comunicação

 

Unidade de Competência 5 – Tecnologias de Informação e Comunicação

 

Proposta de Trabalho: DR2Os computadores

  

Os computadores

 

 

As Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) constituem uma linguagem e um instrumento de trabalho essencial do mundo de hoje. Estas tecnologias são um instrumento fundamental para pensar, criar, comunicar e intervir sobre numerosas situações, constituem uma ferramenta de grande utilidade para o trabalho colaborativo e representam um suporte do desenvolvimento humano nas dimensões pessoal, social, cultural, lúdica, cívica e profissional. Um meio privilegiado de acesso à informação.

 

 

  Os computadores pessoais são normalmente utilizados por um único utilizador com o intuito de realizar tarefas gerais tais como processamento de texto, navegação na Internet, fax, e-mail, execução de conteúdo multimédia, jogos, programação de computadores, etc. Estas tarefas variam principalmente consoante as profissões de cada utilizador.

  O computador tornou-se um instrumento primordial em muitos sectores laborais, tornando-os mais eficientes. Modificou profundamente o trabalho em bancos, companhias de seguros, empresas comerciais, na medicina, nos meios de transporte, etc.

 

 

 

Os piratas informáticos usam informações privadas para fins ilícitos, mas os computadores libertaram-nos de trabalhos duros e perigosos. Veio substituir muita mão-de-obra mas deu origem a novas profissões.

  As TIC são utilizadas por empresas, famílias e indivíduos e assumem grande importância na vida colectiva e individual actual. A rápida difusão das TIC tornou-se necessária na evolução, tanto a nível pessoal como profissional. Exerce mutações no modo de vida das sociedades, influenciando de forma decisiva o seu desenvolvimento.

 

 

  A vantagem da difusão das TIC contribuiu para simplificar processos administrativos e proporcionar a agilização do relacionamento e a redução dos custos que lhe estão associados.

 

 

 

  O número de programas para PCs cresce rapidamente, principalmente os programas de escritório e os jogos para computadores pessoais. Todos esses programas podem ser utilizados por utilizadores avançados ou não. A indústria de programas vai criando sistemas amigáveis, de fácil uso para o utilizador. No entanto, o uso de um moderno computador pessoal pode requerer algum conhecimento sobre o sistema operativo e as aplicações nele utilizados.

 

  A grande maioria dos utilizadores não tem formação nas TIC. Quando se tem vontade de saber mais, o apoio de familiares, amigos ou colegas de trabalho que dominam a área é útil e precioso. Podem sempre ensinar ou explicar como trabalhar com determinados programas.

 

 

  Se sentimos que esse conhecimento é insuficiente e queremos aprofundá-lo para a nossa realização pessoal ou porque a nossa profissão assim o exige, então, temos à disposição várias formas que nos possibilitam aprender a contactar as Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC).

 

  As acções de formação profissional em TIC, articuladas em percursos, apresentam diferentes modalidades de formação, podendo ser realizadas nas Escolas, nos Centros de Formação ou mesmo à distância. Cursos pós-laborais, ensino recorrente para adultos, facilitam a vida de stress e de falta de tempo em que se encontram as pessoas que querem ou são “obrigadas” a aprender.

 

 

 A formação nas Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) tornaram-se essenciais a uma especialização adequada às necessidades do mercado de trabalho. Requisitos Mínimos de Hardware e Software são muitas vezes exigidos em determinadas profissões.

 

  A formação nas TIC proporciona-nos aumento de competências tornando-nos habilitados para certos cargos profissionais e progressão na carreira profissional. Por vezes, empresas incentivam os seus funcionários a aumentarem os conhecimentos nas TIC, pois reconhecem ser uma mais-valia na reconversão profissional.

 

 

Papert, o maior defensor das potencialidades educativas do computador, afirma: “Uma iniciação mínima à informática será em breve indispensável a todos, jovens ou velhos, se quiserem exercer a sua actividade quotidiana sem assistência e sem constrangimento”.

 

 

Eu e os computadores

 

  Hoje, reconheço que esta tecnologia é útil, necessária e indispensável. Mas nem sempre foi assim.

  Sei que tinha uma ideia muito errada do que era este novo mundo de tecnologia mas, antes de adquirir o primeiro computador, via-o com cepticismo, desconfiança e até medo. Então a Internet… nem pensar!

  Comprei o computador e era usado basicamente para jogar e realizar alguns trabalhos com os meus filhos para a escola. Achei interessantíssima a automatização de certas tarefas complicadas.

  Tudo o que podia fazer aos textos e imagens era fantástico! Usava o Microsoft Office que é um conjunto de aplicativos informáticos poderosos como o Microsoft Word, o Microsoft PowerPoint ou o Microsoft Excel, entre muitos outros. Estas ferramentas permitiam realizar diversos tipos de trabalho.

  A curiosidade fez com que explorasse cada vez mais as potencialidades da nova máquina. Cheguei a ficar “quase viciada” no computador.

 

  O computador alterou a minha vida familiar. Tanto eu como os meus filhos passamos a estar muito tempo à frente do monitor. Tive alguns problemas com o marido por causa dos ciúmes do PC.

 

 

  A vinda do programa E.escolas foi vantajosa para a minha família. Conseguimos adquirir portáteis para os meus filhos e, com eles, a internet. Esse “bichinho” que tanto me assustava! Fiz um trato com os miúdos: “…monitor sempre voltado para a entrada… e sempre que disser ‘mãos ao alto’, param de teclar para eu ver o que estão a fazer…”.

 

 

 Comecei a navegar na internet e cada vez gostava mais de o fazer. Desde as receitas de culinária, tirar ideias de decoração, fazer pesquisas para trabalhos da escola dos filhos, novos jogos, filmes, comprar carros, etc. Um mundo infindável de coisas…

  Aprendemos um pouco sobre os vírus informáticos, e da pior maneira. O nosso computador de secretária foi parar à reciclagem.

  Quanto mais usava o computador, mais aprendia a manuseá-lo. Isso foi muito útil quando arranjei o meu primeiro emprego. Iniciei, há pouco mais de três anos, a minha primeira actividade profissional que ainda exerço. Trabalho na A.N.S. (http://www.ans.org.pt/) com pessoas com deficiência e, apesar de não usar directamente um computador, este é de muita ajuda em diversas situações. Por exemplo:

 

 

  Para colaborar com as monitoras das salas do Centro de Actividades Ocupacionais, tiro da internet várias imagens que os “meus meninos” transformam quadros ou decorações de caixas na sala de expressão plástica. Fiz download de programas que transformam imagens em esquemas de ponto de cruz ou esmirna, muito útil para a sala dos lavores. E, nas pesquisas, vou sempre buscar ideias para novos trabalhos. Penso que a minha dedicação foi de ajuda para que ficasse efectiva nesta empresa e, claro, o computador ajudou.

 

  Há cerca de um ano, uma colega de trabalho e amiga mudou-se para a Bélgica e, mais uma vez, o computador foi de grande ajuda. Comprei-lhe os bilhetes de avião e tratei-lhe do transporte do recheio da casa pela internet. Vamos matando as saudades pelo Messenger e até já vi a sua nova casa e arredores no Googlemaps.

 

 

  Torna-se mesmo engraçado! Falo com os meus filhos através do Messenger, mesmo com eles no quarto ao lado. O mesmo acontece com o meu pai que vive tantoem Rio Tintocomo no Gerês. Estamos sempre perto. Partilhamos fotos da pesca, de amigos, das férias, etc.

  Frequentemente, consulto na internet a meteorologia e os horários de vários transportes públicos. Acedo às minhas contas bancárias e ao portal das Finanças que me permitem realizar algumas operações depois do horário de expediente como consultar movimentos, fazer pagamentos, adquirir o imposto de circulação automóvel ou tratar do IMI. Poupo tempo e deslocações. Esta semana, comprei um carro para o meu marido através do CustoJusto.pt.

  Tem sido indispensável para as preciosas pesquisas que me ajudam na realização dos trabalhos propostos no curso EFA onde estou a frequentar 150 horas para concluir o 12º ano.

 

  As novas tecnologias foram introduzidas no ensino e tornaram a aprendizagem mais eficaz e aliciante. Isso ajuda-nos a acompanhar o progresso na sociedade e a evitar constrangimentos tanto a nível pessoal como profissional.

  Apesar de reconhecer existir alguns aspectos negativos na utilização do computador, hoje acho-o um precioso auxiliar presente no nosso quotidiano nas mais variadas formas, e com a maior naturalidade e entusiasmo. Faz-nos perder imenso tempo com coisas fúteis, mas as vantagens superam de longe os contras.

 

 

  Quem inventou o computador e a internet, devia estar muito bem disposto…!!! E estou-lhes muito grata. O instrumento que tanto temia, afinal funciona como unificador da minha família.

 

  Hoje, consigo estar com o meu marido e os filhos reunidos, quanto mais não seja, a jogar Farmville no Facebook ou a fazer download de músicas e filmes no Baixaki. Pelo menos estamos juntos. O computador conseguiu aproximar o meu marido da família.

 

 

  É incrível como uma máquina transforma tudo, até os nossos sentimentos, em zeros e uns. Cada dígito binário, ou seja, cada 0 e 1 é chamado de BIT. Toda informação inserida no computador passa pelo Microprocessador e é lançada na memória RAM para ser utilizada enquanto seu micro trabalha. Essa informação é armazenada não numa forma legível por nós, mas na forma de 0 (zero) e 1 (um). A chamada linguagem binária ou digital.

 

  O computador mudou a minha maneira de pensar e agir. Este ser inanimado que parece ter vida própria mudou a minha relação com o mundo. Despertou-me para o desenvolvimento, para a actualidade. As Tecnologias de Informação e Comunicação fizeram-me dar um salto no tempo.

 

Paula Moreira

Turma B4D

Novembro de 2010